A partir da publicação da lei de Libras em 2002 (lei nº 10.436/2002), do Decreto 5626/2005, que regulamentou essa lei, as pessoas surdas têm a Língua Brasileira de Sinais como língua natural e a Língua Portuguesa como segunda língua. As modalidades dessas línguas são diferentes, pois a Libras é uma língua gestual visual e a língua portuguesa é oral auditiva. Essa diferença é essencial, uma vez que as pessoas surdas têm a falta de audição e isso faz com que não tenham acesso à língua portuguesa oral por não ter o pleno funcionamento do canal auditivo, sendo necessária a interação e o processo de ensino-aprendizagem por meio da língua de sinais. Desse modo, os profissionais da educação e a comunidade surda reúnem esforços para apresentar estratégias metodológicas para um ensino de português condizente com a diferença e o direito linguístico dos surdos. No entanto, de acordo com pesquisadoras como Lacerda, Santos e Martins (2016) a precariedade do ensino faz com que as pessoas surdas surdas tenham dificuldade com a leitura e escrita da língua portuguesa. Assim, esse projeto tem como objetivo proporcionar às pessoas surdas oportunidades de aprofundar os conhecimentos de leitura e escrita da língua portuguesa, aprendidos na educação básica para garantir participação social e até mesmo aumentar suas possibilidades de ingresso no ensino superior. Será desenvolvido por meio de oficinas, em Libras, com a utilização de gêneros textuais escolhidos a partir dos interesses pessoais dos cursistas. Com esse projeto, esperamos contribuir para o desenvolvimento das habilidades de produção linguística das pessoas surdas do Cariri - CE.
Coordenador(a): SUELI FIORAMONTE TREVISAN
Email: sueli.trevisan@ufca.edu.br
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